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sábado, 17 de setembro de 2011

Famílias acolhedoras recebem 10 filhotes do Projeto Cão-Guia SESI-SP


Evento será realizado domingo (18), no Canil Sambucan, em Embu das Artes, às 11 horas.
Publicada em 16 de setembro de 2011 - 17:15
Cão-guia
No próximo domingo, dia 18, dez novos filhotes da raça labrador serão entregues a famílias acolhedoras cadastradas noProjeto Cão-Guia Sesi-SPSite externo., para iniciarem a primeira etapa de seu treinamento. Durante aproximadamente uma hora, no Canil Sambucan, em Embu das Artes (SP)Site externo., animais e famílias poderão interagir e os filhotes escolherão com qual família querem ficar. 

Além do cadastro no site do SESI-SPSite externo., as famílias acolhedoras são selecionadas pelos técnicos do projeto antes de receberem um filhote para a etapa de socialização e ambientação. Cada família fica com o animal por seis a oito meses, período no qual deverá expor o filhote às mais diversas experiências, fornecendo a educação básica que permitirá, ao final desse período, que ele receba o treinamento específico de guia para deficientes visuais. 

Essa seleção se faz necessária porque todos os membros da família precisam demonstrar maturidade emocional suficiente para se desapegar do animal no momento de devolvê-lo ao centro de treinamento. As famílias devem estar dispostas, também, a ensinar os animais da maneira adequada, manter as consultas veterinárias, os cuidados com saúde e alimentação e receber as visitas periódicas dos treinadores, entre outras atribuições. 

Esta é considerada a etapa mais difícil e delicada do processo de treinamento de um cão-guia e precisa contar com a disponibilidade e generosidade de famílias que se disponham a participar do projeto. 

Projeto Cão-Guia Sesi-SP 

O Projeto Cão-Guia Sesi-SP foi idealizado pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp)Site externo. e presidente do Sesi-SP, Paulo Skaf, após receber o repórter Lucas Maia (deficiente visual) e seu cão para uma entrevista. Impressionado com a autonomia de Maia, Skaf passou de entrevistado a entrevistador e tomou conhecimento do alto custo e da dificuldade de se conseguir um animal daqueles no Brasil. Sensibilizado pela questão, determinou que o Sesi-SP desse início a um projeto que desenvolvesse a tecnologia de treinamento e pudesse colocar à disposição dos deficientes visuais industriários esses animais tão especiais. 

Lançado oficialmente no dia 5 de julho de 2011, o Projeto conta com a parceria do Instituto Meus Olhos tem Quatro Patas, encarregado do treinamento dos animais, e apoio da Fundação Dorina NowillSite externo.. Neste ano, 32 animais serão treinados e até 2012 a meta é ter 100 animais para doação a deficientes visuais. O Sesi-SP também colocará à disposição de todas as entidades que se interessem a tecnologia de treinamento. 

Data: 18/9 
Local: Canil Sambucan, Rua Viracopos, 254, Embu das Artes (SP)
Horário: 11 horas

sábado, 10 de setembro de 2011

Estudantes fazem cão-guia robô para ajudar deficientes visuais



Os estudantes que participam de uma oficina de robótica, na escola estadual Clovis Borges Miguel, na Serra, Grande Vitória, fizeram um cão-guia robô para ajudar deficientes visuais no Espírito Santo. Os jovens apresentam o experimento na 26ª Mostra Internacional de Ciência e tecnologia (Mostratec), em Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul, que acontece entre os dias 24 e 29 de outubro. O projeto, que ainda está em fase de testes, mas, segundo os criadores, já orienta algumas pessoas a desviarem de obstáculos.
De acordo com a professora coordenadora Neidinalva de Araújo Sellin, um aluno deu a ideia de fazer o cão-guia. “Tentamos fazer algo que pudesse ajudar a sociedade de alguma forma. Já que tínhamos um cachorro, por que não um cão-guia? Antes de começar, fizemos uma pesquisa de campo, entrevistando pessoas que fossem cegas para saber as dificuldades e o que poderia existir para facilitar a vida no dia a dia”, contou a professora.
Nedinalva de Araújo Sellin disse que os gastos com os equipamentos são custeados pelo governo. “Até agora gastamos em torno de R$1,5 mil, um valor considerado baixo. Um deficiente visual vai gastar com treinamento desse cão mais de R$18 mil”, comparou.
Oficinas
Os alunos da escola podem participar de oficinas após as aulas tradicionais. “Dentro do Projeto Mais Tempo na Escola, várias oficinas são oferecidas para os estudantes permanecerem em tempo integral na escola. Lá eles aprendem de tudo, e comigo eles aprendem robótica. Desde março deste ano estamos nesse projeto. Eu estou muito orgulhosa por que a nossa ideia já deu certo. Os meus alunos são muito empenhados e a cada dia descobrimos coisas novas”, disse a professora coordenadora.
Fonte: G1

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Cão-guia ajudou cego a escapar do World Trade Center



PATRÍCIA BRITTO
DE SÃO PAULO



Michael Hingson, 61, chegou cedo ao seu escritório, no baixo Manhattan, naquela terça-feira. O dia estava ensolarado em Nova York. Do elevador ao escritório no 78º andar da torre norte do World Trade Center, sua companheira Roselle distribuía simpatia.
Veja galeria de imagens de Michael e sua cachorra, Roselle 
A relação entre eles era recente, ainda não haviam completado dois anos juntos. Desde o primeiro passeio, Michael achou que formavam um par perfeito.
Roselle, uma labrador, tinha sido treinada para trabalhar como cão-guia. Sempre teve personalidade forte. Era bagunceira, espalhava meias pela casa, roncava à noite e latia alto ao som da campainha. Apesar de gostar de brincar, o serviço era levado a sério. E o seu trabalho mais reconhecido aconteceu naquela manhã do dia 11 de setembro de 2001.
Eram 7h40 quando eles chegaram ao escritório da Quantum, uma empresa de softwares onde Michael trabalhava desde 1997. Havia um ano que estavam no WTC. Como gerente regional de vendas, ele tinha muitos compromissos agendados para aquela semana. Às 9h, começaria um treinamento para revendedores.
Reprodução/Facebook.com/Roselle911GuideDog
Michael Hingson, 61, e sua cachorra-guia Roselle; ela guiar seu tutor na descida de 78 andares pelas escadas
Michael Hingson, 61, e sua cachorra-guia Roselle; ela guiar seu tutor na descida de 78 andares pelas escadas
Às 8h46, Michael estava a três metros da janela por onde seus colegas podiam ver o porto de Nova York e a Estátua da Liberdade. Ouviu uma explosão metálica e sentiu o piso tremer. Havia fumaça e cheiro de gás no ar. Um avião sequestrado por terroristas havia se chocado com o prédio na altura dos andares 93 a 99.
Michael e o colega David Frank decidiram sair da torre. Os elevadores não funcionavam, não havia eletricidade. Então Roselle começou a aventura de guiar seu tutor na descida de 78 andares pelas escadas.
"Trabalhamos em equipe. A tarefa dela era garantir que andássemos com segurança procurando obstáculos. Minha tarefa era direcioná-la com comandos específicos, como para frente, para a direita ou para a esquerda", conta Michael em entrevista à Folha.
Durante a descida, ele foi o único que reconheceu o cheiro de combustível do avião. "As pessoas que enxergam se baseiam apenas na visão e não aprendem outras técnicas que poderiam ajudá-las".
A jornada durou cerca de uma hora. Michael e Roselle estavam a apenas duas quadras da torre sul quando ela, atingida por um segundo avião, desabou às 9h59. "Foi a parte mais perigosa. Não é mais difícil para um cego descer 1.463 degraus, mas correr 400 metros com uma torre desmoronando atrás de você é assustador, não importa se você é cego ou se pode ver."
FAMA
Depois da experiência, Michael e Roselle viraram uma dupla popular. A história deles foi recontada em entrevistas na TV e palestras, onde ele fala sobre confiança, trabalho em equipe, cães-guia e cegueira. "A principal desvantagem dos cegos não é a falta de visão, mas o desconhecimento das pessoas que enxergam sobre o que um cego pode ou não pode fazer", afirma.
Em janeiro de 2002, Michael trocou a carreira de 27 anos na área de tecnologia para ser diretor de relações públicas de uma escola de treinamento para cães-guia em San Rafael, Califórnia.
No mês passado, a história de Michael e Roselle virou o livro "Thunder Dog" (Cão Trovão, em português), sem previsão de lançamento no Brasil. A obra também está disponível em audio-book.
Em 2007, Roselle se aposentou. Passou os últimos anos se divertindo com as colegas África e Fantasia, que também viviam sob os cuidados de Michael.
Em 2010, Roselle teve dores crônicas nas costas e foi tratada com acupuntura. Em 24 de julho deste ano, aos 13, ela estava com a saúde frágil quando teve complicações de uma úlcera. Dois dias depois, como não apresentava melhora, sua família e o veterinário interromperam o sofrimento. Roselle foi sacrificada às 20h52 de um domingo.

OS TRES SITES JUNTOS DO CARTEIRO LIGEIRINHO,DEFICIENCIAS EM EVIDENCIA E AGORA DEFICIENCIAS ON LINE

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