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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Djair Júnior Paralisia Cerebral ainda precisa de nossa ajuda




Djair Júnior é portador de Paralisia Cerebral Espastica, tem 5 anos, nasceu em Recife/PE, no dia 10/08/2006.

Apelo feito pela Rita de Cássia, mãe do pequeno Djair Júnior 

Apelo de uma Mãe que luta pela vida de seu filho (Júnior)

Fomos à China com a ajuda de todos, mas passamos fome, frio calor, roubo, tristeza, alegrias, sofrimento mais nada me fez desistir de lutar. Sou feliz senhor por tudo pela minha família, pela minha filha, que tão pequenininha e já se torna uma pessoa adulta, por ajudar do seu jeito de aceitar as opções que damos no momento a ela.

Eu estou aqui pedindo que todos os amigos que eu conheço e que ainda não conheço, que nos ajude. Estou desafiando o dia a dia, a medicina, a palavra negativa, qualquer um médico, que de alguma forma é dita, porque nos mães de uma criança ESPECIAL SÓ QUERERMOS VER UM SORRISO NO ROSTO, uma qualidade de vida, o andar, nem sempre é tudo, o que pra muitos é pouco pra nos é muita coisa. Não pedimos pra ter um filho ESPECIAL, Deus nos escolheu porque ele sabe que somos especiais.

Então me ajude, Júnior precisa de todos vcs, células-tronco não é milagre, nem sei ao certo o que é, só sei que pode ser o melhor pra ele ter um bom resultado, ele ainda precisa de tratamento e pra isso pedimos que todos divulguem seu cartaz ou faça uma doação. 

Rita de Cássia (mãe do Jr)

Doações podem ser feitas nos Bancos:
Bradesco
Agencia:708-0 
C/Poupança:1000458-6
Favorecido: Djair Ferreira Teodosio Júnior

Banco do Brasil

Agência: 4004-5
C/Poupança: 12.716-7
Variação: 1
Favorecido: Djair Ferreira Teodosio Júnior 

Contato: 069-3541-4982 ou 069-8435-2209 
Email: cassiateodosio@hotmail.com

Conheça a história do pequeno: 

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

ESPECIAL SAIBA MAIS SOBRE A PARALISIA CEREBRAL...























A PARALISIA CEREBRAL
1. - O QUE É A PARALISIA CEREBRAL?
A criança com Paralisia Cerebral tem uma perturbação do controlo da postura e movimento, como consequência
de uma lesão cerebral que atinge o cérebro em período de desenvolvimento Não há dois casos semelhantes.
Algumas crianças têm perturbações ligeiras, quase imperceptíveis, que as tornam desajeitadas a andar, falar ou
a usar as mãos. Outras são gravemente afectadas com incapacidade motora grave, impossibilidade de andar e
falar, sendo depende ntes nas actividades da vida diária. Entre este dois extremos existem os casos mais
variados. De acordo com a localização das lesões e áreas do cérebro afectadas, as manifestações podem ser
diferentes. Os tipos mais comuns são:
A criança com Paralisia Cerebral pode ter inteligência normal ou até acima do normal, mas também pode ter
atraso intelectual, não só devido às lesões cerebrais, mas também pela falta de experiência resultante das suas
deficiências. Os esgares da face e deficiência na fala, devido ao descontrolo dos movimentos, podem fazer
aparentar um atraso mental que na realidade não existe. Podem aparecer formas mistas com diferentes
sintomas, o que torna difícil a avaliação.
• Espástico - Caracterizado por paralisia e aumento de tonicidade
dos músculos resultante de lesões no córtex ou nas vias daí
provenientes. Pode haver um lado do corpo afectado
(hemiparésia), os 4 membros (tetraparésia) ou mais os membros
inferiores (diplegia).
• Atetose/Distonia - Caracterizada por movimentos involuntários e
variações na tonicidade muscular resultantes de lesões dos
núcleos situados no interior dos hemisférios cerebrais (Sistema
Extra-Piramidal)
• Ataxia - Caracterizada por diminuição da tonicidade muscular,
incoordenação dos movimentos e equilíbrio deficiente, devido a
lesões no cerebelo ou das vias cerebelosas. - Associação Portuguesa de Paralisia Cerebral - Núcleo Regional Sul

2. - QUAIS AS CAUSAS DA PARALISIA CEREBRAL?
Em cada 1000 bebés que nascem, 2 podem ser afectados por Paralisia Cerebral.
A Paralisia Cerebral não é, geralmente, devida a qualquer deficiência dos pais ou doença hereditária. Pode ser
causada por hemorragias, deficiência na circulação cerebral ou falta de oxigénio no cérebro, traumatismo,
infecções, nascimento prematuro e icterícia grave neonatal.
Não se sabe exactamente, num grande número de caso, como e porquê a criança
foi afectada, mas sabe-se que houve uma lesão, geralmente antes do nascimento,
na altura do parto, ou após este, que é responsável pela deficiência.
3. - QUAIS OS PRINCIPAIS PROBLEMAS?
A Paralisia Cerebral é uma deficiência que vai afectar o desenvolvimento da criança. Deficiência é um termo
discutível mas, realmente, quer dizer que uma pequena porção dos milhões de células que existem no cérebro
foi destruída e, portanto, não se pode desenvolver. Não há possibilidade de regeneração destas células, pelo
que não pode haver cura da lesão.
No entanto as células restantes podem ser estimuladas a funcionar o mais adequadamente possível de modo a
compensar a deficiência e desenvolver ao máximo as potencialidades da criança. Não existem medicamentos
nem operações que possam curar a Paralisia Cerebral. No entanto, há uma possibilidade de melhorar.
Esta melhoria não se manifesta subitamente mas, progressivamente, graças a um trabalho persistente e
constante em que a colaboração dos pais é imprescindível. Sem esta colaboração, nem o melhor especialista
pode obter resultados satisfatórios.
O prognóstico nem sempre é fácil de estabelecer. Os médicos, enfermeiros, psicólogos, técnicos de serviço
social e terapeutas não são profetas, e o cérebro da criança desenvolve-se, por um lado, de acordo com o seu
potencial e, por outro, de acordo com o estímulo que recebe.
A criança inteligente colabora melhor nos exercícios e desenvolve mais facilmente as várias funções. A criança
com desenvolvimento mental deficiente tem menos possibilidades e sua recuperação poderá ser mais lenta e
mais limitada.
Não vale a pena os pais atormentarem-se com o futuro do seu filho. Todo o futuro
do Homem é incerto e, num filho são, não se sabe também o que lhe reserva o
futuro. Se diariamente fi zer aquilo que é possível fazer, poderá olhar o futuro mais
confiadamente. Os médicos falam habitualmente uma linguagem complicada que
por vezes pode ser pouco acessível. Se não compreender pergunte, pois é
essencial que seja bem esclarecido sobre a situação. - Associação Portuguesa de Paralisia Cerebral - Núcleo Regional Sul
Morada: Av. Rainha D.ª Amélia - Lumiar - 1600-671 Lisboa Telefone: +351 21 754 06 92 FAX: +351 21 754 06 93 Email: info@appc -sul.rcts.pt 3
4. - COMO PODE AJUDAR O DESENVOLVIMENTO DO SEU FILHO COM
PARALISIA CEREBRAL
4.1 - A MOTRICIDADE
A colaboração dos Pais no tratamento é indispensável.
Ao lidarmos com uma criança com Paralisia Cerebral damo-nos conta de uma variedade de problemas,
tais como: não segurar a cabeça, não se manter sentada, não andar ou então mover -se de uma maneira
descontrolada e insegura.
O Fisioterapeuta, ao longo de várias sessões de tratamento, vai ajudar os Pais a compreender melhor os
problemas do seu filho e a lidar com ele de uma forma mais adequada,
Ao manejar e posicionar o seu filho é importante movimentá-lo devagar, dando-lhe oportunidade de se
ajustar às mudanças de posição.
Só o tratamento que a criança faz no Centro não chega.
Colabore connosco.
4.2 - A ALIMENTAÇÃO
No primeiro ano de vida um dos problemas que se coloca aos pais é a Alimentação.
Ao nascer algumas crianças apresentam uma sucção tão fraca que têm muita
dificuldade em chupar o peito ou o biberão, principalmente se estiver em muito tempo
com sonda.
Os movimentos dos lábios, língua, palato e mandíbula podem estar afectados
dificultando a mastigação e o engolir (deglutição).
Quando é altura de modificar a alimentação o problema torna-se maior, pois a mãe,
não sabendo como ultrapassar as dificuldades continua a dar papas em vez de
alimentos mais sólidos.
• A motricidade
• A alimentação
• Os cuidados de higiene e a autonomia
• A comunicação e linguagem
• A educação e o desenvolvimento da criança- Associação Portuguesa de Paralisia Cerebral - Núcleo Regional Sul
Morada: Av. Rainha D.ª Amélia - Lumiar - 1600-671 Lisboa Telefone: +351 21 754 06 92 FAX: +351 21 754 06 93 Email: info@appc -sul.rcts.pt 4
DÊ ATENÇÃO À POSIÇÃO EM QUE SE DÁ DE COMER AO SEU FILHO
A posição durante a alimentação deverá ter em conta a idade da criança e deve permitir um bom
controlo da postura e dos movimentos, impedindo sobretudo o atirar a cabeça para trás. Tanto ao colo,
como numa almofada ou num banco especial é importante que a mãe e o filho se sintam confortáveis, a
fim de que a hora da refeição seja agradável para ambos.
TIPOS DE ALIMENTOS
Os Pais devem introduzir, pouco a pouco, alimentos mais sólidos, de acordo com a idade e as
possibilidades da criança.
COMO DAR DE COMER AO SEU FILHO?
Os Pais serão orientados pelo Terapeuta de Fala quanto ao melhor tipo de colher e copo a utilizar e qual
a melhor forma de o fazer.
Quando o seu filho está a aprender a comer sozinho, só lhe sê ajuda naquilo
que for mesmo necessário. Manifeste o seu contentamento, quando ele é
capaz de fazer qualquer coisa bem. Peça ajuda para saber se é necessário
adaptar talheres, pratos, copos, etc. Se a criança se suja ou suja o chão com
a comida, ponha-lhe um bibe e um plástico no chão.
4.3 - OS CUIDADOS DE HIGIENE E A AUTONOMIA
A hora do banho além de ser a oportunidade de a criança ficar limpa, poderá ser também hora de
brincadeira. Aproveite esta altura para brincar com o seu filho, peça ao seu terapeuta informações sobre
os melhores brinquedos assim como tudo aquilo que existe para sentir que a criança fica em segurança
e bem instalada na banheira. Assim irá proporcionar momentos de satisfação e de independência.
Não se esqueça que é importante lavar os dentes, principalmente depois
das refeições principais. Evite dar açúcar e doces entre as refeições.
Não é fácil habituar qualquer criança a utilizar o bacio, mas não deixe de o
tentar. O seu terapeuta dar -lhe-á indicações sobre que tipo de adaptações
existe para que este treino seja bem sucedido.
Estimule o seu filho a vestir-se e a despir -se sozinho e, enquanto o faz,
lembre-o das partes do corpo. Converse com ele sobre as peças do vestuário, para que servem e quais
as suas cores. Pergunte ao terapeuta qual o tipo de roupa mais adequada e conveniente - Associação Portuguesa de Paralisia Cerebral - Núcleo Regional Sul
Morada: Av. Rainha D.ª Amélia - Lumiar - 1600-671 Lisboa Telefone: +351 21 754 06 92 FAX: +351 21 754 06 93 Email: info@appc -sul.rcts.pt 5
A tecnologia (computadores, comunicadores, cadeiras de rodas eléctricas, etc.) pode ajudar as crianças
a melhorar a sua autonomia e a terem experiências enriquecedoras. Por exemplo, o computador pode
produzir som, música, pinturas coloridas, assim como letras e palavras de diferentes tamanhos ajudando
o seu filho a brincar, a comunicar e a escrever, proporcionando-lhe mais possibilidades de realização, de
independência e de auto-confiança
4.4 - COMUNICAÇÃO E LINGUAGEM.
Existem várias formas de comunicar: pelo olhar, sorriso, expressão da face,
movimentos do corpo, palavra, desenho ou escrita.
COMO AJUDAR A DESENVOLVER A LINGUAGEM DO SEU FILHO
- enquanto bebé, estimule e participe nos seus jogos vocais (palrar)
- proporcione-lhe um ambiente estimulante, falando-lhe mesmo que ele não
responda
- aproveite para lhe falar de tudo o que o rodeia, das pessoas, das coisas, dos
animais. Contribui deste modo para aumentar
o seu vocabulário
- não continue a falar -lhe em linguagem
infantil, como se fosse um bebé, dê-lhe a possibilidade de crescer. Se
lhe falar normalmente ajuda-o a desenvolver a linguagem
- não adivinhe os desejos do seu filho. Estimule-o e tente que ele se
exprima por sons, palavras, gestos ou por qualquer outro meio, de modo
que não se isole, desista ou se acomode no seu silêncio.
4.5 - A EDUCAÇÃO E O DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA
As primeiras relações são muito importantes para o desenvolvimento da
criança. O seu bebé pode ter dificuldade em, por si só, chamar a atenção
do adulto.
Serão os Pais os primeiros a procurar a melhor forma de interagir com ele.
Os vários técnicos poderão ajudá-los na descoberta do brincar, sorrir,
olhar, falar, olhar/comunicar. - Associação Portuguesa de Paralisia Cerebral - Núcleo Regional Sul
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A esta primeira interacção segue-se toda uma fase de experiências sensoriais, através do brincar por
vezes com o recurso a brinquedos adaptados às necessidades de cada
criança.
A avaliação contínua irá ajudar a definir as necessidades específicas e
capacidades de cada criança, em cada momento, encaminhando-a para
várias estruturas de apoio - Escola regular com ou sem apoio, Centros e
Escolas de apoio especializado.
A criança deficiente frequentará sempre que possível o ensino regular, no
entanto, por vezes, poderá ter necessidade de frequentar, por maior ou
menor tempo, Centros mais especializados onde equipas
transdisciplinares intervindo junto da criança e da família, garantem um
melhor desenvolvimento e a continuidade de cuidados específicos do que ela necessita, de forma a
tornar possível uma maior autonomia e uma futura integração na escola e sociedade.
5. - INTEGRAÇÃO NA VIDA SOCIAL
INTERVENÇÃO NA COMUNIDADE
Todas as crianças necessitam de contactos sociais, na descoberta da sua própria valorização e aceitação
individual.
- Leve o seu filho a passear:
• ao mercado
• à feira
• ao jardim
• à casa dos amigos
• à praia
• ao campo
- Converse com ele sobre estas experiências
- Leve-o a participar nas actividades de tempos livres
- Leve-o a conviver com a natureza - Associação Portuguesa de Paralisia Cerebral - Núcleo Regional Sul
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Existem apoios na sua comunidade onde pode confiar as suas hesitações, expor e comunicar as suas
dificuldades.
Deve recorrer às Instituições da sua área de residência,
que lhe poderão dar indicações sobre os seus direitos:
A dinâmica e o empenhamento das famílias na procura
de soluções para as necessidades destas crianças é
imprescindível.
Família e Instituições, trabalhando em colaboração e em
equipa, darão um contributo activo para o bem-estar de
todos.
SER PAI E SER MÃE É UM DESAFIO FEITO DE MOMENTOS DIFÍCEIS E MOMENTOS MARAVILHOSOS
1. O VOSSO FILHO É UM MEMBRO DA FAMÍLIA COMO OS OUTROS
POR ISSO, tratem-no como tal, acarinhem-no mas não o amimem,
amem-no, mas não o super proteja
.
2. O VOSSO FILHO NASCEU DO CASAL, POR ISSO AMBOS SÃO RESPONSÁVEIS POR ELE.
PORTANTO, partilhem as tarefas, tornar-se-á assim a vida mais fácil e o vosso filho sentir-se-á mais
feliz.
3. TENTEM NÃO CRIAR BARREIRAS ENTRE VÓS E OS OUTROS, DIGAM DE INÍCIO A VERDADE
SOBRE O VOSSO FILHO, podem ter a certeza que depressa se criará à vossa volta um círculo de
pessoas que vos quererão ajudar.
4. PEÇAM AJUDA E ACEITEM A QUE VOS OFERECEREM. OS OUTROS SÓ VOS PODERÃO AJUDAR
SE LHES FOR DADA A OPORTUNIDADE PARA ISSO. PORTANTO, deixem que os tios, primos, avós
e vizinhos tratem dele quando necessário - eles saberão, se os ensinarem, a cuidar dele até vocês
regressarem. Sentirão, assim, que os outros colaboram e o vosso problema será repartido e mais leve.
5. TENTEM QUE AS OUTRAS CRIANÇAS BRINQUEM COM ELE. Expliquem-lhes que o vosso filho
aprecia a brincadeira, apesar de não poder mover-se
como eles.
6. AJUDEM OS OUTROS A PERCEBER O VOSSO
FILHO, RESPONDENDO ÁS SUAS PERGUNTAS.
Acreditem que o melhor meio de mentalização da
sociedade são os pais, através do seu comportamento
natural.
• Subsistemas sociais (apoio social laboral)
• Centro Regional de Segurança Social
• Junta de Freguesia
• Centro de Saúde
• Hospital
• Santa Casa da Misericórdia
• Associações de Pais. - Associação Portuguesa de Paralisia Cerebral - Núcleo Regional Sul

7. MÃE, QUANDO ESTIVER MESMO CANSADA, NÃO DEIXE QUE A FALTA DE PACIÊNCIA CHEGUE.
Descanse, descanse mesmo. Saia com o marido ou com os amigos. Acredite que o seu filho beneficia
mais de uma mãe feliz e descansada durante duas horas do que de uma mãe cansada durante todo o
dia.
8. É IMPORTANTE QUE OS PAIS CONTINUEM A TER VIDA DE CASAL, tão importante é para vós
como, para o vosso filho sentir que tem pais unidos .
9. AJUDEM O VOSSO FILHO A APRENDER A COMPORTAR-SE SOCIALMENTE. Na aprovação dos
pais a criança começa a perceber o que deve ou não fazer CONTUDO, não o critiquem
continuadamente, estimulem as atitudes correctas, não esqueçam que o estímulo ou desaprovação
deverá ser dos dois - pai e mãe.
10. O FUTURO DO VOSSO FILHO É CONSTRUÍDO DEGRAU A DEGRAU. Ajudem-no a desenvolver ao
máximo as possibilidades presentes e estimulem-no a atingir a etapa seguinte. Tristezas, preocupações,
esperanças em milagres não ajudam, só prejudicam. Progresso, só um pequeno que seja, permite
manter a esperança de que haja outro passo em frente.
11. EXPRIMAM AS VOSSOS OPINIÕES, PERGUNTEM TUDO O QUE FOR NECESSÁRIO PARA VÓS E
PARA A VOSSA CRIANÇA. Do vosso contacto diário com a criança, vão conhecê-la melhor que
ninguém. Os técnicos estão em função de vós e do vosso filho.. Juntos, pais e técnicos formam uma
equipa coesa.
12. APESAR DE O VOSSO FILHO PODER ESTAR DEPENDENTE FISICAMENTE DE VÓS ELE EVOLUI.
PORTANTO, comportamento a ter com o vosso filho aos 12 meses não deverá ser o mesmo a ter com
ele aos 2 anos e assim progressivamente.
13. TORNAR A CRIANÇA INDEPENDENTE É VERDADEIRO AMOR.
O vosso filho tem o direito de crescer e ser ele próprio. A ser tão independente quanto possível. Algumas
falhas que surjam na vossa relação com ele são naturais e fazem parte da descoberta que pais e filhos
partilham através de uma relação íntima que se está a formar e desenvolver.

"Convido você, caro leitor, a ler e refletir uma das partes do artigo “Inclusão de alunos com paralisia cerebral no ensino superior Convido você, caro leitor, a ler e refletir


















"Convido você, caro leitor, a ler e refletir uma das partes do artigo “Inclusão de alunos com paralisia cerebral no ensino superior: olhar da psicologia” de Alexandre Bosco da Silva Oliveira e Luiza Aline Lopes Rodrigues, ambos da Universidade Potiguar. Gostaria que enquanto estivesse lendo este artigo, refletisse também, sobre o caso do estudante com paralisia cerebral, Ricardo Evandro Souza Ribeiro, que foi discriminado pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB).
‘O maior empecilho à sua inclusão é o preconceito social e a consequente falta de aceitação deles (pessoas com deficiência) pela comunidade universitária.”

III- Universidade Inclusiva
Atualmente o tema universidade inclusiva é cada vez mais discutido no âmbito acadêmico científico e por especialistas, devido à sua importância e contribuição para uma sociedade inclusiva. A integração e a inclusão de estudantes com necessidades educacionais especiais nas universidades é o debate a ser compreendido e assumido, implantando-se uma política social séria e educativa. A universidade deve pôr em prática a inclusão dos alunos com deficiência. (RODRIGUES, 2004).
Nos anos 90, parte da comunidade acadêmica, das organizações e instituições sociais de pessoas com deficiência começaram a denunciar a inadequação da prática da integração social para eliminação da discriminação contra as pessoas com deficiência. A integração social se constrói pelo esforço da pessoa excluída e seus colaboradores e aliados, como por exemplo: família, instituição especializada com a ação segregadora e pessoas solidárias da comunidade. Na busca pela igualdade plena de oportunidades para todos, o ideal desejado é a inclusão, ou seja, o efetivo acolhimento da sociedade para com as pessoas com deficiência (SASSAKI, 2006).

Como afirma STAINBACK e STAINBACK: O que está em questão no ensino inclusivo não é se os alunos devem ou não receber, de pessoal especializado e de pedagogos qualificados, experiências educacionais aprimoradas e ferramentas e técnicas especializadas das quais necessitam. A questão está em oferecer a esses alunos os serviços de que necessitam, mas em ambientes integrados, e em proporcionar aos professores atualização de suas habilidades. (1999, p. 25).
Não basta apenas a melhoria da qualidade de vida de todos os alunos, sem distinção de capacidades no ambiente acadêmico, ainda que esta seja uma exigência imprescindível e necessária, mas deve-se partir para uma realidade mais ampla, envolvendo toda a comunidade universitária, provocando uma conscientização desta. A proposta de inclusão deve contar com o envolvimento dos docentes, discentes e do pessoal administrativo. As ações pretendidas devem englobar atividades que aliam o ensino, a pesquisa e a extensão. (UNIVERSIDADE FEDERAL DE PIAUÍ, 2006).
A inclusão precisa ocorrer de forma abrangente e objetiva, respeitando as necessidades de cada aluno, analisando suas possibilidades e particularidades, tornar-se-á mais fácil e justo seu aprendizado como ser individual. (DIAS, 2009). Embora o foco deste trabalho seja a inclusão de alunos com paralisia cerebral, entende-se que a universidade inclusiva é aquela que oferece oportunidades de aprendizagem a todos os seus alunos, tenham eles alguma deficiência ou não.
Especificamente no que se refere ao aluno com deficiência, constata-se que se o acesso ao ensino fundamental é difícil, a situação se repete no ensino superior. Thoma(2006) identificou que o percentual de alunos com deficiência matriculados em 10 IESs do Rio Grande do Sul varia de 0,04 a 0,16%. Atente para o fato de que, de acordo com aOrganização Mundial de Saúde – OMS – as pessoas com deficiência correspondem a10% da população em geral (Valor que tende a ser maior em países subdesenvolvidos como o nosso).
Em sua pesquisa com 12 estudantes universitários – 04 deficientes visuais, 04 deficientes auditivos e 04 com paralisia cerebral – Masini e Bazon (2005), descobriram que, segundo opinião unânime dos entrevistados, o maior empecilho à sua inclusão é o preconceito social e a consequente falta de aceitação deles pela comunidade universitária. Evidenciada em comportamentos como: cobrar menos dos alunos com deficiência visual; não atender/ouvir às solicitações dos alunos deficientes auditivos; se queixar dos alunos com paralisia cerebral por perturbarem a concentração na aula dos outros alunos. Os alunos com paralisia cerebral se sentiam excluídos, queixando-se da falta de auxílio, dificuldade de se relacionar.
Uma faculdade impôs à aluna com paralisia cerebral que ela só se formaria se cursasse apenas até o quarto ano (obtendo somente o grau de bacharel; não o de psicóloga) (MASINI; BAZON, 2005). Essa é uma situação clara de discriminação.
Depreende-se do anteriormente exposto que, o profissional de psicologia precisa intervir prioritariamente no preconceito contra as pessoas com deficiência. É imprescindível que toda a comunidade escolar entenda e reconheça a capacidade das pessoas com deficiência. Quando a instituição de ensino acredita na capacidade de todos e se preocupa em efetivamente democratizar o acesso à educação, mudanças acontecem. MAZZONI; TORRES e ANDRADE (2001) indicam algumas delas: no ingresso nas IES, cuidado na etapa de correção de provas; observar as características da expressão escrita de uma pessoa surda. Ao elaborar as provas, ter atenção às possíveis limitações dos candidatos, decorrentes da deficiência. Para pessoas com deficiência visual, usart extos ampliados, lupas ou outros recursos ópticos especiais para ajudar na leitura; para cegos, realizar provas orais, gravadas ou em Braille, sorobã; para pessoas com deficiência física, adaptar o espaço físico, mobiliários e equipamentos; para pessoas com deficiência auditiva, disponibilizar intérprete de língua de sinais; para pessoas com deficiências múltiplas são utilizadas várias combinações de procedimentos de acordo com o tipo das deficiências associadas.
Ainda no que se refere à inclusão de alunos com deficiência no ensino superior, destaca-se o “Programa Incluir” do Ministério da Educação que tem por objetivo promover ações que garantam o acesso e permanência de pessoas com deficiência nas instituições Federais de educação superior; apoiar a criação, reestruturação e/ou consolidação de núcleos de acessibilidade nas instituições Federais de ensino superior; implementar a política de acessibilidade plena de pessoas com deficiência na educação superior; promover a eliminação de barreiras pedagógicas, atitudinais, arquitetônicas e de comunicações e a efetivação da política de acessibilidade universal. No entanto, das 225 instituições públicas existentes no Brasil, apenas 50 participaram ou participam deste programa, ou seja, apenas 23% do total, e pouco mais de 12% (28 instituições) apresentaram um número igual ou superior a 10 alunos com alguma deficiência matriculados no primeiro semestre de 2006. (ALMEIDA; CASTRO, 2009)."

Acompanhe a aula da professora Alzira Brando portadora de paralisia cerebral « Programa Especial Campeonato Mundial de Atletismo...













"Antigamente ou quem sabe algumas pessoas carentes de informação ainda hoje vejam os deficientes como pessoas doentes, ou seja, sem condições de se divertirem, de praticar esportes, dirigir, viajar ou até mesmo de namorar e casar.
Aqui vamos estar contando e mostrando histórias de pessoas que indiferente de suas deficiências conseguem viver e aproveitar a vida muito melhor do que muita gente literalmente "normais". É com muito orgulho que venho mostrar para todos uma imagem que a mídia não mostrou, mas uma imagem que deveria servir de exemplo para mostrar que quando a gente tem objetivos e os busca com certeza os alcança.
Campeonato Mundial de Atletismo

Brasileira é a mais rápida do mundo - Deficiente visual Ádria Rocha Santos leva o ouro e bate recorde mundial dos 200m.
O Brasil conquistou no dia 27/08/2003 a 1ª Medalha no Mundial de Atletismo, disputado em Paris e foi de Ouro. A campeã paraolímpica Ádria Rocha Santos de 24 anos confirmou o favoritismo e sagrou-se Campeã Mundial dos 200m para portadores de deficiência visual e ainda estabeleceu o novo recorde mundial na categoria T12 (até 15% de visão). A brasileira cravou o recorde de 25s22. A prata ficou com a francesa Assia El Hannouni com o tempo de 25s78 e o bronze com a espanhola Purificacíon Santamarta com o tempo 26s28. Outra brasileira, Maria José Alves, a Zezé ficou em 4º lugar com o tempo de 26s30.
Ádria melhorou a própria marca de 25s76, registrada no Mundial de Edmonton, em 2001, no Canadá, e confirmou que é a melhor velocista cega do mundo.
Matéria retirada do Jornal "Diário do Grande ABC" do dia 28/08/2003, por Roberto Lizuka

São Silvestre
São Paulo (SP) - O atleta Fernando Aranha Rocha, 24 anos, foi o vencedor da São Silvestre na categoria cadeirantes. Enquanto ele encerrava a prova, as mulheres do pelotão de elite ainda não haviam chegado à metade do percurso de 15km.
O atleta, que também foi campeão na Maratona de São Paulo deste ano, em julho, teve um resultado surpreendente para um iniciante. Foram 6 meses de trabalho intenso, mas somente nos 3 últimos meses é que se o competidor dedicou para a corrida de São Silvestre, treinando nas pistas da Universidade de São Paulo (USP).- "Não tenho vergonha de dizer que parei 3 vezes na subida da Brigadeiro", afirmou o atleta, referindo-se a um dos trechos mais rigorosos do percurso. "O calor atrapalhou bastante e os buracos das ruas também", disse.
- 
"Era o que eu estava esperando", comemora.
Matéria tirada do site:

Quem já não ouviu falar ou já não viu na TV reportagens sobre Ralis ou sobre Trilhas em lugares de dificílimo acesso? Acho que todos nós !!!!!
Pois é, desde 2000 existe um Passeio para Pessoas Especiais organizado pelo Major Cardoso, oficial do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar de São Paulo, "o evento está se tornando uma tradição esperada por muitos", foi isso que li na matéria de "Adriana Perri" repórter da Revista Sentidos - Ano 2 nº 14 sobre Off Road a matéria está fantástica e mostra mais uma vez que portadores de deficiência não só pode como deve praticar diversos tipos de esportes.
Inclusive fala até de Antonio Figueiredo Sobrinho, um policial militar que ficou tetraplégico desde de 92 por causa de um tiro que estreou nessa modalidade de esporte.
As imagens mostram que esse esporte serve como aprendizado para o Deficiente e também para a sociedade, mostra também o quanto a natureza faz bem as pessoas idependentemente de quem possa ser, e principalmente a solidariedade dos integrantes deste passeio.



Existem ainda outros esportes que portadores de deficiência pode praticar, conheça aqui algumas modalidades praticadas por eles.
- Arco e flecha
Portadores de deficiência física, em pé e sentados em cadeira de rodas, participam em competições com sistema de resultados semelhante à modalidade olímpica. Existe um trabalho sendo realizado para que atletas portadores de deficiência visual possam praticar a modalidade através de um sonar e um bip.
- AtletismoOs competidores são agrupados em classes e disputam com adversários que tenham deficiência igual ou semelhante. Participam atletas portadores de deficiência visual e física. É permitido aos atletas cegos a utilização de sinais acústicos ou guia para assisti-los.
- Basquetebol sobre rodasÉ jogado por paraplégicos, amputados e atletas com poliomielite. Os regulamentos são os mesmos do basquetebol convencional com pequenas adaptações. Por exemplo: a cada dois movimentos para impulsionar a cadeira, o atleta tem de quicar a bola pelo menos uma vez. Colocar o pé no chão ou levantar da cadeira são consideradas faltas técnicas. A tabela fica na mesma altura do esporte oficial.
- BochaFoi adaptado com sucesso para pessoas com paralisia cerebral. A regra consiste em lançar as bolas o mais perto possível da bola branca.
- CiclismoTrês classes de atletas participam do ciclismo: paralisado cerebral, cegos com guias e amputados. Os atletas com paralisia cerebral participam de competições em bicicletas ou triciclos. Já os cegos competem em bicicleta dupla, utilizando-se de um guia. Os amputados participam das provas de estrada ou velódromo e é permitido ao atleta optar por competir com ou sem a prótese.
- EquitaçãoÉ dirigido para portadores de paralisia cerebral, deficientes físicos, visuais ou mentais. Os deficientes visuais recebem comando verbal de seus técnicos para que possam conduzir os seus cavalos através de uma série de obstáculos.
- EsgrimaÉ praticada por atletas em cadeira de rodas, amputados e paralisados cerebrais. Todos os atletas competem presos ao solo e têm os movimentos livres para tocar o corpo do adversário. A disputa inclui espada, sabre e florete.
- HalterofilismoÉ aberto a atletas do sexo masculino, deficientes físicos e competidores com paralisia cerebral. As categorias utilizadas são as mesmas para pessoas não deficientes. No Powerlifting, o atleta em supino faz o movimento de cima para baixo, retornando a barra para a posição original.
- FutebolApenas atletas com paralisia cerebral competem. As regras sofrem algumas modificações, entre elas o número de jogadores (sete), largura do gol, marca do pênalti, inexistência de impedimento e dimensão menor do campo. A partida se divide em dois tempo de 25 minutos, com intervalo de dez minutos.
- GolbolModalidade adaptada para portadores de deficiência visual. A quadra é menor, e o gol, maior que o do futebol de salão, e a bola tem um guizo interno. Cada time entra com três jogadores, que têm como função defender a bola arremessada pelo time adversário. O público deverá permanecer em total silêncio para que os jogadores possam ouvir a bola.
- JudôA modalidade é reservada a atletas masculinos portadores de deficiência visual, reunidos em diversas categorias. Não há punição para a ultrapassagem da área de combate no tatame e as advertências são feitas por meios audíveis. Todas as vezes que há separação física, a luta é interrompida.
- NataçãoPara deficientes visuais e deficientes físicos. Os nadadores têm a opção de largar do bloco de saída ou já de dentro da água, menos nas provas de costas e medley. Aos cegos, é permitido receber aviso do treinador quando estão se aproximando das bordas.
- TênisAtletas em cadeira de rodas jogam como o tênis tradicional, apenas com uma adaptação: a bola pode quicar duas vezes, a primeira dentro da quadra.
- Tênis de MesaÉ idêntico ao tênis de mesa convencional e jogado em pé ou em cadeira de rodas. Para estes, o saque só é válido se a bola quicar no meio da mesa, e os atletas podem se apoiar na mesa, desde que não a tirem do lugar."

Homem que sofre de paralisia cerebral diz ter sido alvo de discriminação por parte da PSP


  • Um homem apresentou queixa por lhe terem assaltado a casa, mas o caso foi arquivado com a justificação de que o queixoso teria problemas psíquicos e não tinha sido possível fazê-lo comparecer para identificar o suspeito. Daniel Santos sofre de uma paralisia cerebral que lhe afeta a mobilidade e a fala, mas não as capacidades intelectuais e acusa a PSP de discriminação. Veja o video aqui.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Crianças Especiais - Cuidados Ortopédicos na Paralisia Cerebral



   O diagnóstico de paralisia cerebral é muito preocupante para a família. Ao contrário do que muitos pensam, não há completa ausência das funções cerebrais, o cérebro não está paralisado - a nomenclatura que é inadequada.

  Trata-se de uma lesão no cérebro imaturo. Geralmente em crianças prematuras, com baixo peso e que ao nascerem (por imaturidade pulmonar) não conseguem oxigenar adequadamente o sistema nervoso central. Frequentemente necessitam de internação prolongada em UTI neonatal.

  Na maioria das vezes, as áreas envolvidas são predominantemente motoras, não havendo prejuízo na inteligência. É lógico que existem também aquelas com lesões graves no cérebro que repercute não só no controle dos movimentos, como também nas funções intelectuais. Existem exceções a regra, e nem toda criança prematura ou de baixo peso apresenta comprometimento motor durante o desenvolvimento.

  A lesão cerebral é estática (não piora), porém o envolvimento articular tende a piorar se não tratado devido à desproporção no crescimento entre ossos normais e músculos espásticos (situação em que os músculos ficam em constante contração, sem relaxamento adequado, tornando-se mais rígidos), crescendo mais lentamente e gerando deformidades articulares.

  O que chama atenção inicial é o atraso no desenvolvimento motor (demora a rolar, não sustenta cabeça, por exemplo), além de ter rigidez nas articulações (músculos espásticos), o que pode ser observado na manipulação diária. Algumas apresentam dificuldade de alimentação, refluxo gástrico, alterações visuais eestrabismo. É neste momento que são encaminhadas para avaliação neurológica e o diagnóstico é estabelecido.

Meu filho é especial?

Será que vai andar?

 São muitas as expectativas dos pais. Neste momento é fundamental iniciar o tratamento multidisciplinar comfisioterapia (motora, respiratória, terapia ocupacional, fono) junto com a ortopedia pediátrica. Isso deveria ser a rotina, mas na prática o que vemos é que por uma série de dificuldades muitas famílias não conseguem ortopedista pediátrico capacitado para atendimento, acompanhamento, indicação de orteses adequadas, aplicação de Botox - quando indicado, e indicação cirúrgica no momento preciso.





COMEÇAM AS BARREIRAS

  A ausência do ortopedista capacitado sobrecarrega o trabalho do fisioterapeuta que, muitas vezes, tem que fazer seu trabalho brilhantemente e ainda indicar orteses. Além disso, quando precisam de opinião médica capacitada, acabam ouvindo de ortopedistas generalistas, que não estão preparados para esta patologia e não se dedicam ao tratamento exclusivo de crianças. Não sabem fazer exame físico adequado de crianças espásticas e com isso começa o conflito de opiniões: um fala uma coisa e o outro fala o oposto,deixando a família perdida e sem saber em quem confiar.

CUIDADOS ORTOPÉDICOS

  Desde o início é importante definir para a família o que é espasticidade e falar sobre o prognóstico do desempenho motor, classificar o grau de comprometimento motor.

O envolvimento é do corpo todo?

Só um lado do corpo é envolvido?

Embora o corpo todo seja envolvido, são os membros inferiores mais graves do que os superiores?

  Avaliar o estágio do desenvolvimento motor e acompanhar a cada consulta. Monitorar o posicionamento das articulações, em especial quadris, pés e coluna vertebral, com exame físico e de imagem.

  A cada consulta deve ser monitorado o grau de movimento das articulações, dando especial atenção aos quadris que, pelo desequilíbrio dos músculos tendem ao deslocamento. Suspeitamos inicialmente pela limitação nos movimentos, algumas vezes dificultando a abertura das pernas para troca de fraldas. Joelhos que não esticam completamente, e pés que ficam fixos para baixo (na ponta), também são motivos de tratamento.

  Naquelas que já iniciaram a marcha, as alterações serão analisadas, algumas vezes necessitando de exame conhecido como laboratório da marcha, onde através de gravação em imagem da criança caminhando podemos definir os problemas e oferecer o melhor tratamento.

  Promover proteção articular necessária com prescrição de orteses adequadas.
Indicar Botox para controle e relaxamento dos músculos mais envolvidos com protocolo de revisão semestral. Promover correção cirúrgica de deformidades em idades adequadas.

  Para o pleno desenvolvimento motor, as crianças espásticas deverão ser submetidas a cirurgias ortopédicas em idades apropriadas. As correções de deformidades em quadris, joelhos e pés, muitas vezes com cirurgias combinadas onde alongamentos tendinosos e cirurgias ósseas são feitas no mesmo momento, são capazes de mudar a historia natural, fazendo com que as crianças caminhem melhor e maiores distâncias, tendo maior independência.

CUIDADO COM “AS ARMADILHAS”

  O acompanhamento ortopédico é pontual. Deve iniciar logo que feito o diagnóstico e continuar regularmente a intervalos predeterminados. São os ortopedistas pediátricos que indicam as orteses adequadas, monitoram o posicionamento das articulações, indicam o momento para aplicação de Botox (para relaxamento dos músculos espásticos), assim prevenindo deformidades articulares e indicam os melhores momentos para a realização da cirurgia. O trabalho do fisioterapeuta é contínuo. A integração desses profissionais, "falando a mesma língua" é que leva ao bom tratamento.

  Exijam isso dos profissionais, não sejam os intermediadores de opiniões, façam com que um profissional converse diretamente com o outro, isso vai determinar o melhor tratamento.

  Não se contentem com os profissionais que definem a criança como cadeirante, sem prognóstico de marcha e que optam por não oferecer nenhum tratamento, sendo negligentes e permitindo que as deformidades piorem cada vez mais, fazendo com que a qualidade de vida da criança e da família seja afetada.

IMPORTANTE

  Sempre invistam em seus filhos, as maiores dificuldades serão superadas. É muito gratificante para as famílias verem seus filhos se desenvolvendo, mesmo com algum atraso. Cada ganho, por menor que seja, é importante.

  É recompensador poder ajudar e participar do trabalho para torná-los independentes para locomoção, comunicação e socialização. Melhorando a qualidade de vida dos nossos pequenos e dando-osindependência.

  Portanto papais e mamães, não esqueçam: tenham total confiança em seus fisioterapeutas, eles são fundamentais. Mas tenham também ortopedista capacitado para o tratamento. Permitam que os profissionais se comuniquem, tirem suas dúvidas, percebam se as atitudes médicas estão sendo coerentes. No final a beneficiada será a criança que tanto queremos ajudar.





 Um forte abraço a todos,
Maurício Rangel

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Paralisia Cerebral


• Definição: lesão no sistema nervoso central causada, na maioria das vezes, por uma falta de oxigênio no cérebro do bebê durante a gestação, ao nascer ou até dois anos após o parto. "Em 75% dos casos, a paralisia vem acompanhada de um dano intelectual”, acrescenta Alice Rosa Ramos, superintendente técnica da Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD), em São Paulo.
• Características: a principal é a espasticidade, um desequilíbrio na contenção muscular que causa tensão. Inclui dificuldades para caminhar, na coordenação motora, na força e no equilíbrio. Pode afetar a fala.
• Recomendações: para contornar as restrições de coordenação motora, use canetas e lápis mais grossos – uma espuma em volta deles presa com um elástico costuma resolver. Utilize folhas avulsas, mais fáceis de manusear que os cadernos. Escreva com letras grandes e peça que o aluno se sente na frente. É importante que a carteira seja inclinada. Se ele não consegue falar e não utiliza uma prancha própria de comunicação alternativa, providencie uma para ele com desenhos ou fotos por meio dos quais se estabelece a comunicação. Ela pode ser feita com papel cartão ou cartolina, em que são colados figuras pequenas, do mesmo material, e fotos que representem pessoas e coisas significativas, como os pais, os colegas da classe, o time de futebol, o abecedário e palavras-chave, como “sim”, “não”, “fome”, “sede”, “entrar”, “sair” etc. Para informar o que quer ou sente, o aluno aponta para as figuras e se comunica. Ele precisa de um cuidador para ir ao banheiro e, em alguns casos, para tomar lanche.
Fonte: Edição Especial, Revista Nova Escola, Inclusão.

Falando mais sobre a Paralisia Cerebral...



Reportagem da Universidade Positivo.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Estudante com paralisia cerebral faz Fuvest com o irmão gêmeo

MÔNICA GUIMARÃES, DE 17 ANOS, SOLICITOU ATENDIMENTO ESPECIAL NA PROVA.
MARCELO TENTA ENGENHARIA DA COMPUTAÇÃO NA USP.

Ana Carolina MorenoDo G1, em São Paulo

Os gêmeos Mônica e Marcelo Guimarães na entrada do local de prova da Fuvest (Foto: Ana Carolina Moreno/G1)Os gêmeos Mônica e Marcelo Guimarães na entrada do local de prova (Foto: Ana Carolina Moreno/G1)
O casal de gêmeos Mônica e Marcelo Guimarães, de 17 anos, compartilham o aniversário e o gênio forte. De resto, dizem, têm personalidades opostas. “Tudo é diferente”, explicou o estudante na entrada do local de prova onde fariam a primeira fase da Fuvest, no campus da Uninove em Santo Amaro, Zona Sul de São Paulo, neste domingo (27).

A estudante, que busca uma vaga no curso de letras da Universidade de São Paulo (USP), solicitou à Fuvest, além da carteira especial, um funcionário para passar suas respostas para o gabarito na primeira fase e, caso passe para a segunda, alguém para transcrever suas respostas.Mônica tem paralisia cerebral decorrente de falta de oxigênio durante o parto, e hoje, diz, tem dificuldade motoras. Pelas regras do edital da Fuvest, ela terá 20% a mais do tempo estipulado a outros candidatos e poderá fazer a prova até as 19h.
“Eu consigo andar com ajuda, mas apenas em superfícies planas”, afirmou. “Consigo escrever, mas demoro mais que as outras pessoas.”
Mônica tenta vaga em letras e Marcelo em engenharia (Foto: Ana Carolina Moreno/G1)Mônica tenta vaga em letras e Marcelo em
engenharia da computação (Foto: Ana Carolina
Moreno/G1)
Antes do início da prova, a garota se mostrava mais falante e animada, enquanto o irmão estava mais quieto e compenetrado com a prova que faria em seguida. Mesmo assim, os dois não se desgrudaram.
“A gente não passa um dia sem brigar”, afirmou a estudante, que presta a Fuvest pela primeira vez. Ela diz que tem mais dificuldade em matemática, física e química. Já o irmão se dá melhor com as exatas, e  tenta uma vaga em engenharia da computação na USP.
Segundo a vestibulanda, a última briga foi justamente motivada pela Fuvest. “Hoje ele entrou no site da Fuvest para ver que documentos precisava trazer, mas eu respondi que não precisava porque eu já tinha visto, e começamos a brigar”, contou ela.
Após falar com o G1, Marcelo empurrou a cadeira de rodas da irmã gêmea para dentro da escola, onde ela faria a prova em uma carteira adaptada.

OS TRES SITES JUNTOS DO CARTEIRO LIGEIRINHO,DEFICIENCIAS EM EVIDENCIA E AGORA DEFICIENCIAS ON LINE

OS TRES SITES JUNTOS DO CARTEIRO LIGEIRINHO,DEFICIENCIAS EM EVIDENCIA E AGORA DEFICIENCIAS ON LINE