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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

SEXUALIDADE DO DEFICIENTE, SOB A VISÃO DE UM TETRAPLÉGICO






Para mim é um prazer falar sobre sexualidade, pois embora vivamos em pleno século XXI, vergonhosamente esse assunto ainda constitui um tabu, mesmo para as pessoas “normais”, mas, sobretudo para os deficientes. Não é vergonha falar sobre sexo. Vergonha é não se informar, pois a falta de informações leva a julgamentos errôneos e conseqüentemente ao preconceito e discriminação. Muitas famílias tratam seus membros portadores de deficiência como crianças, restringindo – ou mesmo proibindo – seu acesso à vida sexual e até mesmo a outras necessidades básicas à subsistência, como dignidade, direito e felicidade de um ser humano. Tratam-nos como vegetais, como se a deficiência os privasse dos sentimentos junto à imobilidade física. E, o que é ainda pior, fazem isso por pura ignorância.
Há alguns anos, quando mergulhei de mau-jeito num rio e fiquei tetraplégico, cheguei a pensar que jamais sentiria os prazeres do sexo novamente. Mas, graça a Deus, eu estava equivocado, o sexo entre os deficientes existe, e feito de forma correta, com os devidos cuidados e a pessoa certa, é tão ou quase tão prazeroso quanto com os não deficientes.
Ainda nos primeiros dias de convalescença no hospital, embora o corpo estivesse totalmente paralisado, à proximidade de uma jovem enfermeira fui surpreendido por uma onda de tesão avassaladora. À aproximação da garota, pude captar seu perfume, e esse fato junto à visão das suas belíssimas curvas e da pele fresca aguçou minha libido a um patamar alcançado poucas vezes antes. Foi a partir dali que notei o quanto ainda sentia desejo e o quanto esse me perturbava. Foi uma época que também senti muita raiva, pois se meu corpo estava paralisado, sem nada sentir, para que o cérebro continuava gerando aquelas sensações todas? No mais, ainda que eu pudesse dar prazer a uma fêmea, que mulher ia se interessar por um corpo paralisado e pele sobre os ossos? Quem gosta de cérebro é zumbi!, tal pensamento me açoitava diariamente, sobretudo nas minhas intermináveis madrugadas insones.
Mas eu estava completamente equivocado, e os meses posteriores vieram a me provar isso. Ao sair do hospital, pedi a um amigo que me trouxesse tudo que ele pudesse conseguir na literatura sobre lesão-medular. O objetivo maior era estudar o máximo a respeito do meu problema, para não ter falsas esperanças no tocante a voltar a andar, mas também aprender algo sobre sexualidade pós-deficiência e os cuidados necessários para a manutenção da saúde do meu corpo. Nesses estudos descobri que, embora não seja por vontade própria, o pênis do lesionado-medular pode ficar ereto. Esse fato acontece à revelia do cérebro, causado por espasmos raque-medulares – os mesmos espasmos que levam as pernas de um deficiente a se moverem sozinhas. Ou seja, embora eu não o sentisse, através de estímulos externos meu pênis podia ficar ereto e, assim, eu poderia dar prazer a uma mulher. E na transa não é este o principal objetivo do homem, satisfazer sua parceira? A essa altura eu já tinha recuperado um pouquinho dos movimentos dos braços – que mantenho até hoje –, sobretudo no braço direito e, embora minha mão não se movesse, aproveitei um momento em que estava sozinho para tocar meu pênis e este realmente reagiu ao estímulo.Pronto, pensei feliz da vida, agora só falta uma parceira para realizar alguns experimentos. Não obstante, o maior problema continuava: que mulher ia se interessar por um homem quase totalmente paralisado?
O tempo foi passando e eu via minha paralisia cada vez com mais naturalidade. A libido estava cada vez mais ativa, sobretudo quando sentia o perfume de uma mulher ou a via em trajes sensuais – que num país tropical como o nosso é bastante comum, sobretudo porque a natureza é bastante generosa com as mulheres brasileiras. Tendo sido privado da vida sexual em pleno auge, aos trinta e um anos, meu cérebro parecia incendiar à simples lembrança de uma mulher nua nos meus braços. Minha boa memória tinha se tornado então uma espécie de maldição, pois eu lembrava nitidamente de cada detalhe das minhas transas passadas, de cada curva, de cada gemido, de cada tremor das minhas parceiras. Lembrava do cheiro, do gosto, e quase podia senti-los. Chegava a sonhar varias noites seguidas com transas e orgasmos deliciosos que tive no passado.
Gradativamente também fui percebendo que as partes que eu ainda sentia no corpo, como ombros, pescoço, orelhas e nuca, haviam se tornado muito mais sensíveis, a ponto de uma simples carícia me incendiar. Eu acabara de conhecer pessoalmente uma amiga com a qual me correspondia desde antes da paralisia. Era uma garota jovem, inteligente e belíssima, de corpo lindo e alma nobre. A primeira que buscou algo em mim além da aparência externa, que àquela altura já podia ser confundida com um ET – cabeça e barriga enormes, pernas e braços finos. O interesse da garota culminou em beijos e acho que só não foi além devido à falta de tempo e lugar apropriados. Sua virgindade não constituía obstáculo, uma vez que poderia ser preservada no sexo oral. Mas, enfim, o breve contato me mostrou que eu ainda podia beijar muito bem; e quão mais prazeroso havia se tornado o beijo na boca, com aquela nova sensibilidade à flor da pele.
Vez ou outra eu locava um filme pornográfico para tentar aplacar o fogo que cada vez mais ardia dentro de mim. E, embora as cenas de sexo constituíssem uma tortura, era algo ao mesmo tempo gostoso, que me fazia desejar cada vez mais uma mulher. As sensações cerebrais eram extremas, chegando a causar tonteiras e pequenas vertigens, e o que eu mais desejava era ter a boca, o corpo e, sobretudo o sexo de uma mulher ao alcance dos meus lábios; poder explorar sua intimidade com a língua e os dentes, até senti-la se desmanchando. Eu sentia muita saudade de um corpo feminino estremecendo nos meus braços, do suor, do cheiro, dos gemidos roucos, das palavras ininteligíveis. Eu queria mais que nunca sentir o gosto arrebatador da intimidade feminina.
Aprendi nos meus estudos solitários que a deficiência não impede a pessoa de ser amada, se casar, ter uma vida sexual e até filhos. O tetraplégico por lesão medular não ejacula normalmente, mas seu organismo continua produzindo espermatozóides. Sendo assim, seu esperma pode ser colhido e introduzido na parceira, possibilitando-os terem filhos legítimos. Devido à impossibilidade de ejaculação normal, o esperma produzido pelo tetra é expelido gradativamente junto à urina. Esse processo acontece de forma tão sutil que raramente é notado. Não obstante, estudos mais recentes me mostraram que já existem certos massageadores penianos que podem levar o lesado medular à ejaculação e, portanto, fecundar a parceira sem ser preciso recorrer ao processo cirúrgico – meio mais usado até agora. Aprendi que, embora o lesado medular – sobretudo o tetraplégico – não sinta o pênis, a ereção induzida por estímulos externos realmente o habilita a penetrar uma mulher e dar prazer a ela. Como em toda regra há exceção, em alguns casos a ereção não consegue atingir o ápice e, portanto, não há penetração, mas nem por isso a pessoa está indisponível para o sexo: basta-lhe usar a imaginação e explorar novas possibilidades. 
Aprendi que existem vários tipos de deficiência física, cada uma com sua peculiaridade. O deficiente por seqüela de poliomielite – paralisia infantil –, assim como o paralisado cerebral, perde a capacidade motora, mas continua com a sensibilidade preservada, de forma que devidamente estimulado, pode chegar ao orgasmo e ejacular normalmente. Assim, pode conceber filhos sem as dificuldades implicadas ao lesionado-medular.
Na sexualidade do deficiente, é de suma importância a compreensão da parceira (o). O lesado-medular perde o controle da bexiga e dos intestinos, devido a isso – sobretudo aos de lesão recente – pode haver acidentes durante o coito, como a perda acidental de urina, ou em casos mais raros, de fezes. Pois, à revelia do controle cerebral, os movimentos podem estimular esses órgãos, acarretando os acidentes citados. Nessas horas especialmente é que a compreensão da parceira (o) se torna imprescindível; e até mesmo do próprio deficiente, que se vê de repente numa situação inusitadamente constrangedora. Portanto, o adequado a fazer é dialogar bastante, prevenindo ambos para a possibilidade de tais acidentes. No caso do deficiente que faz cateterismo – esvaziamento da bexiga por meio de sonda –, o correto é lançar mão desse processo antes do inicio do coito. Há também aqueles que usam sonda uretral diariamente, cujo tubinho deve ser devidamente ajeitado – dobrado paralelamente ao pênis – de forma a não machucar a parceira ou o próprio. Em alguns casos, como os citados acima, o ato sexual exige alguma preparação antecedente, mas nada que um pouco de paciência e bastante compreensão não possam dar jeito. O mais importante nisso tudo é saber que nenhuma forma de deficiência física impossibilita a pessoa dos prazeres do sexo.
Após o breve contato com minha amiga, percebi que embora meu físico não encorajasse, realmente existem mulheres que valorizam mais do que corpos bonitos. Desta forma, o que se tornara de suma importância na minha vida era preservar a saúde do corpo, mas principalmente cuidar do cérebro e coração. Numa das minhas viagens, reencontrei uma ex-namorada dos tempos áureos e, após alguns dias de reaproximação, eis que surgiu a oportunidade real de ter o corpo nu de uma mulher ao meu alcance.
Ela tomava um gostoso banho matinal e passava o hidratante na minha frente, contorcendo o corpo de forma sensual e insinuante. Meus sentidos pareciam ampliados. O olfato captava o cheiro afrodisíaco do corpo recém-banhado e a visão daquela beldade fazia meu cérebro arder de desejo. Ela tomava todas as iniciativas. Estimulava minha bexiga com toques no abdome até a urina jorrar pelo canudinho, em seguida tirava o coletor e higienizava meu pênis. Ao toque da mão da moça, a reação era imediata e a simples visão do seu gesto causava um desejo tão arrebatador que não pode ser narrado com simples palavras. O tesão às vezes chegava a causar dores psíquicas, sobretudo quando ela usava a boca e a língua atrevida. Às vezes de lado – posição que durmo, escorado por travesseiros –, ela me virava de costas para o colchão e procurava a posição que melhor se encaixasse á minha condição inerte. Tendo sua intimidade totalmente ao meu alcance, eu usava a mão paralisada em garra, a língua, o nariz, o queixo e qualquer protuberância do meu corpo que pudesse fazer fricção e estimular seu clitóris. Ela se virava e beijava minha boca, minhas orelhas, meu pescoço, arrancando descargas elétricas da minha espinha lesada, depois ia subindo, fazendo minha boca gulosa descer pelo seu corpo ardente, até colocar os seios ao alcance dos meus lábios. Ali eu sugava e mordiscava os biquinhos intumescidos, sentindo os tremores e ouvindo os gemidos dela.
A menina direcionava meu pênis para sua intimidade. Nalgumas vezes a ereção era suficiente para penetrá-la, noutras não, mas isso não importava, pois o verdadeiro prazer estava nos nossos toques e gestos preliminares. A meu pedido, minha amante mudava de posição, deixando sua intimidade úmida e cheirosa novamente ao alcance da minha boca. Eu voltava à carga até senti-la estremecer e se desmanchar nos meus lábios. Era impressionante a facilidade que minha amiga tinha para atingir o orgasmo, e quão abundante era seu néctar íntimo. Desde nossos bons tempos de namoro que tais dons dela me impressionavam, pois quando eu chegava ao auge, ela já tinha feito duas ou três vezes. Em seguida ao gozo, ela se deitava ao meu lado, suada, ofegante, cheirosa. Costumava lamber carinhosamente o remanescente do seu néctar no meu cavanhaque – naquela época eu usava. Beijava minha orelha, meu pescoço, dizia palavras carinhosas, que eram imediatamente retribuídas, etc. Embora sempre ficasse a sensação de estar faltando algo, devido a minha incapacidade de ejacular e chegar ao orgasmo, eu me sentia bastante realizado por ter sido capaz de satisfazer minha parceira. Depois de alguns minutos de descanso, ao meu pedido ela voltava à carga, e todas as emoções se repetiam. E os dias, sobretudo as manhãs, se repetiram assim.
Passado algum tempo, reencontrei outra ex-namorada dos tempos de pós-adolescência. Eu não a via e nem tinha notícias há quase uma década e meia e no reencontro aconteceu algo como uma “paixão a segunda vista”. Com essa namorei oficialmente por cerca de oito meses e alguns mais extra-oficialmente e, embora ela não tivesse a mesma facilidade que a primeira para atingir o orgasmo, o sexo era muito prazeroso. Algumas vezes, nem com todos os artifícios orais eu conseguia fazê-la chegar ao ápice, mas aquilo não constituía problema, pois ela se masturbava para mim e aquela visão me excitava e dava prazer. Depois de atingir o orgasmo ela se oferecia novamente, inteira e sem pudor à minha língua gulosa, que sorvia tudo que tinha ou não direito.
Quando se fala de sexo, automaticamente se pensa no coito, na penetração. Mas a grande verdade é que as preliminares é que fazem uma transa ser boa ou não. E a verdade maior é que para um casal ser feliz não tem que obrigatoriamente haver sexo, ao contrário, o que leva à verdadeira felicidade é o amor. O sexo é um complemento e um meio de extravasar a paixão, mas o amor em si é muito mais que isso. O amor verdadeiro independe até mesmo de contato físico, é basicamente psíquico: carinho, ternura, atenção, cumplicidade, proteção, paciência e respeito. O sexo por sexo é delicioso, mas infringe os sentimentos e incute uma parcela de “culpa” após o ato. O sexo com amor é divino, transcendental, arrebata o físico, extasia a psique e aproxima as almas. O mais importante realmente é que, com sexo ou não, havendo amor, a felicidade está ao alcance de todos e isso independe de ser ou não deficiente.
No mais, a maior deficiência que existe é a da alma, que gera discriminação e preconceito. Esses sentimentos sórdidos levam infelicidade ao ser, mas somente quando ele se permite atingir, do contrário, a coisa funciona como um espelho, refletindo a negatividade à pessoa que a gerou.

sábado, 7 de janeiro de 2012

Deficientes Fazem sexo?





Deficientes Fazem sexo?
Crônica
É uma pergunta que as vezes até eu me faço! Risos! brincadeira! Na verdade esse é um dos diversos mitos que rondam a cabeça de diversas pessoas com relação aos diversos deficientes que vivem por ai. Muitas pessoas ao verem casais com algum tipo de deficiência ( física, visual, mental, etc.) ficam impressionados, alguns mais curiosos se aproximam em determinados locais e fazem aquelas famosas perguntas:- Vocês são casados?Tendo uma resposta positiva, ai vem a pergunta que não quer calar, pelo menos na cabeça deles.- Mais como vocês fazem sexo?A resposta a essa pergunta vai variar desde respostas educadas ( explicando que é a mesma coisa, lógico que com alguns diferenciais em determinados casos) mais também pode haver respostas audaciosas tipo: ¨uai! a gente deita na cama e Creu! ¨ Parece engraçado até esse tipo de comentário, mas é a mais pura verdade. Tem-se no imaginário popular a idéia de que pessoas que possuem algum tipo de deficiência são seres assexuados, fato esse que não procede, nesse sentido acaba correndo injustas marginalizações. Ter algum tipo de deficiência não influencia na sexualidade do individuo, pelo menos na maioria dos casos. existem pessoas com deficiência heterossexuais, homossexuais e até trans - sexuais. E não tem problema algum, pois o que funciona é o seu órgão genital não a parte afetada pela deficiência. Alguns exemplos podem clarear as idéias olha só: Uma pessoa cega faz sexo sem nenhum problema, o diferencial é que se leva em consideração o tocar, o odor e a própria conversa, para que o ato ( transa aconteça), Já um surdo vai levar em consideração evidentemente o contato visual, os deficientes físicos (paraplégicos, tetraplégicos, etc). Terão um outro processo diferenciado dependendo das áreas afetadas pela deficiência, mas acontece da mesma maneira. E os deficientes mentais? A mesma coisa é possível sim que duas pessoas com algum tipo de deficiência mental namorem, casem e tenham até filhos, o que na verdade precisa ser dada é a orientação correta.Um outro ponto que precisa ser chamado a atenção é o tratamento social que é dado para as pessoas com deficiência, no sentido de serem taxados como pessoas desprovidas de tesão ou seja assexuada. Ou mesmo serem tratadas como crianças. Comigo mesmo aconteceu um fato interessante. No ano passado indo para Brasília no avião sentei perto de uma linda moça e conversei toda a viajem ( fato inédito em minha biografia), ao final peguei seu e-mail e telefone e nos despedimos. Conversando com alguns conhecidos a respeito do acontecido, eles falaram assim: ¨ta Galã Henh!¨ num tom - não diria pejorativo - mas de surpresa misturada com admiração exagerada. Afinal todos fazem isso, quem num avião, num ônibus ou mesmo num pau de araras, não puxa assunto com uma mulher ou vice versa e se a conversa for rentável não se pega E-mail ou telefone ou mesmo ficam? Mau nenhum a diferença é que eu tenho deficiência, e isto no pensamento de alguns é algo ¨fantastico¨. Nesse sentido é preciso que as famílias, profissionais, pessoas que convivam com alguém com deficiência, se informem, para não marginalizar essas pessoas, pois este é um dos males de diversos atos sexuais imprensados e sem orientação por pura falta de entendimento de quem está perto da gente.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

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Como falar abertamente sobre seus desejos sexuais com seu parceiro.



Comunicação
Quando se trata de falar sobre sexo com seu parceiro o medo pode ajustar-se dentro Está abrindo uma parte vulnerável de si mesmo que pode levar a sentimentos potencialmente ser rejeitado. Seus pensamentos podem ser seu pior inimigo quando se pensa em falar com o seu parceiro. realidade é que a resposta que você recebe do seu parceiro quase nunca é tão ruim quanto você acha que vai ser. Falar abertamente sobre seus desejos sexuais, gostos e desgostos, não só pode melhorar sua vida sexual, mas pode melhorar outros aspectos do seu relacionamento.
Se você fingir que está tudo bem, o seu parceiro vai ter as pistas erradas e as coisas nunca vão mudar. Se você fingir por muito tempo, o seu parceiro pode se sentir muito ruim quando você finalmente trazem à tona questões. Eles podem sentir-se chateado que o sexo não foi fazendo você se sentir bem e mágoa que você não se sentir confortável levantá-la. Além disso, você pode achar que eles não gostam de fazer a mesma coisa que você não faz, mas de continuar, porque acho que você se divertir. Se suas necessidades não estão sendo satisfeitas e não torná-los conhecidos o seu parceiro não pode cumpri-las.
Pense nisso, no final, é o seu prazer que está na linha.
Cada situação é diferente, mas aqui estão algumas dicas para ajudar você a começar a trabalhar em sua comunicação.
Esclarecer as questões
· Antes de se sentar e conversar com sua parceira, certifique-se e esclarecer em sua mente quais são as questões. Algumas pessoas acham que escrever para baixo as questões é útil.
Calendário ea localização
· Escolha um momento em que você tanto pode incidir sobre as duas de você e da conversa. Provavelmente não seria uma boa idéia para levá-la logo antes que você vai ser íntimo.
· Localização pode fazer a diferença. Escolheu um lugar que é completamente sem distrações. Se você criar insatisfações sexuais na cama pode criar negatividade em sua cama.
"I" Demonstrações
· Use afirmações como "eu sinto que ... ..." ao invés de "Você me faz sentir como ...".. As pessoas podem tender a ser hipersensíveis sobre sexo. A sexualidade é muito pessoal, e não há muito sa da pressão do mundo para ser sexualmente perfeita, não importa o quão realista o que é.
Sugestões
· Certifique-se e pedir ao seu parceiro, se tiver alguma sugestão de como você pode fazer duas alterações.
· Se você quiser trazer os produtos que você sente irá ajudar o seu relacionamento, como o IntimateRider, reforçar o cuidado por eles, deixando que eles saibam que você ama e cuidar deles e que você gosta de estar com eles. Apresentar o produto como algo que vai aumentar seu próprio prazer e dar tanto de você mais opções quando fazer amor. Esteja ciente de suas sensibilidades pessoais e inseguranças e falar com gentileza.
Espere o melhor
· Se você entrar em uma conversa prevendo que ele vai mal, é muito mais provável. Contrário, entrar nele com a expectativa de que o que você tem a dizer é produtiva e importante, e seu parceiro podem absolutamente segurar a falar sobre sexo. Se você está confiante, o seu parceiro vai ouvir a sua confiança ea confiança que você está dizendo e muito provavelmente se comunicar mais.
Sexo e comunicação é um processo contínuo e pode se sentir estranho no começo, mas não sinto que você precisa para tirar tudo de uma vez. Cada um de vocês deve tomar o tempo após a sua discussão para pensar sobre o que foi dito e como fazer as mudanças que irão melhorar o seu relacionamento.

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sábado, 24 de dezembro de 2011

OLHA, QUE PROJETO BACANA: Entidades encerram projeto de saúde sexual para jovens portadores de deficiência visual





A Bemfam - Bem-Estar Familiar no Brasil, organização não-governamental de ação social e sem fins lucrativos que atua na área de planejamento familiar no Brasil, e a Secretaria Municipal da Criança e Assistência Social (Semcas) encerram, nesta terça-feira (21), em São Luís, o projeto de educação sexual voltado a portadores de deficiência visual chamado Que Legal Saber!.

O Seminário de Encerramento Que Legal Saber! acontecerá das 14h00 às 17h30, no auditório do Hotel Premier, na Avenida do Holandeses, nº 03, na Ponta D’Areia.

O projeto, que conta com o apoio do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), visa contribuir para a informação, capacitação, inclusão social e redução de vulnerabilidades em saúde sexual e reprodutiva de portadores de deficiência visual e de profissionais, familiares e outras pessoas envolvidas diretamente com eles. Outras tantas pessoas são beneficiadas indiretamente por meio de ações, campanhas de informação e consultas a materiais distribuídos em instituições e bibliotecas públicas.

Através do Que Legal Saber!, a tecnologia de acesso à Saúde Sexual e Reprodutiva (SSR) foi compartilhada com a Escola de Cegos do Maranhão (Escema) e o Centro de Apoio Pedagógico (CAP), ambos em São Luís, contribuindo para a informação em saúde sexual e reprodutiva de 110 portadores de deficiência visual e 25 profissionais envolvidos diretamente com eles.

Outras três mil pessoas, entre pais/responsáveis dos deficientes visuais, profissionais da saúde, assistência social e educação, e população em geral, foram beneficiadas por meio de ações, campanhas de informação e consultas a materiais distribuídos em instituições e bibliotecas públicas.

Capacitações – A princípio, os funcionários do BEMFAM passaram por uma capacitação que viabilizou uma maior sensibilização com a temática do projeto, para, em seguida, serem capacitados dez educadores e dez adolescentes que se tornaram multiplicadores das ações desenvolvidas. O projeto ainda viabilizou um intercâmbio técnico com a ida de duas conselheiras do CMDCA para o Instituto Benjamim Constant, no Rio de Janeiro.

Os materiais utilizados pelo projeto foram os chamados materiais táteis, como a “Família Colchete”, que são bonecos confeccionados de pano que representam uma família com pai, mãe, avós, irmãos, com os respectivos órgãos sexuais. O detalhe é que todos os bonecos possuem colchetes em lugares estratégicos para simular cenas como pegar na mão ou beijar. Um modelo peniano e uma vulva também são usados.

Ao todo, o projeto doou à Escema e ao CAP 350 itens com materiais que incluem cartilhas em braile cuja temática aborda questões de aconselhamento de jovens em relação a DST/AIDS, tuberculose, planejamento familiar e sexualidade reprodutiva, e 80 CDs de livros falados que trabalham com a temática da sexualidade.
A intenção das entidades é continuar o projeto ainda em 2011, agora estendido a todos os tipos de deficiência.

Adolescência* - A sexualidade pode se tornar complexa na adolescência, quando as emoções estão à flor da pele. “Minha infância foi tranqüila, mas a adolescência, não. Apaixonei-me por um rapaz e não fui correspondida. Achava que era pela minha cegueira”, diz a advogada Emmanuelle Alkmin.
Emmanuelle, que nasceu cega, afirma que foi criada para não tocar as pessoas. “Então, tinha que descobrir outra maneira de percebê-las. Analiso a voz, o abraço e o aperto de mão.”

A advogada superou os desencontros da adolescência. “Saio com minhas amigas e paquero como todo mundo. Sou tímida e prefiro ser abordada”, conta. A percepção que tem dos homens é tão nítida que ela sabe distinguir os feios e os bonitos. “Normalmente, minha análise bate com o físico. Nunca fiquei com homem feio”, brinca.

Cego desde os oito anos, o historiador Benedito Franco Leal Filho também passou por uma fase difícil na adolescência, apesar de ainda manter conceitos de beleza na memória, adquiridos quando ainda enxergava.
“Eu me aproximava das meninas e analisava o timbre de voz, o toque e a pele. Aí vinham meus colegas e diziam que ela era bonita e outros diziam que era feia. Eu ficava confuso”, lembra.

Diante de informações antagônicas e baseadas nos gostos dos amigos, Leal Filho passou a levar em conta apenas as suas impressões. Para distinguir uma mulher atraente, começou a prestar atenção no que lhe agradava quando estava perto de uma. “A mulher com uma voz suave me chama a atenção. Falar alto, por exemplo, me incomoda.” Além da voz, o historiador passou a valorizar afinidades e foi assim que se apaixonou por sua mulher.

“As pessoas acham que cego não tem vida sexual. É um preconceito achar que não alimentamos desejos e fantasias”, finalizou o historiador.

*Os depoimentos foram retirados do livro Sexualidade de Cegos (Editora Átomo), da Maria Alves Bruns, pesquisadora em sexualidade da Universidade de São Paulo.

O projeto – O Que Legal Saber! é um projeto de educação sexual desenvolvido em parceria com Agencia Canadense para o Desenvolvimento Internacional (CIDA) que abrange jovens portadores de deficiência visual atendidos no Instituto Antônio Pessoa de Queiroz (IAPQ), em Pernambuco, e no Instituto Benjamim Constant (IBC), no Rio de Janeiro.

O Que Legal Saber! contempla a formação de alunos e professores multiplicadores, que promovem acesso à informação sobre o tema por meio da realização de atividades educativas e da disponibilização de materiais em braile, áudio e recursos táteis para o conhecimento do corpo humano. Para tanto, ampliou-se a capacidade técnica de profissionais de ensino e saúde para lidar com a temática.

Os deficientes visuais participantes do projeto passam a ter mais conhecimento sobre sexualidade, saúde e direitos sexuais e reprodutivos, no contexto dos direitos humanos e da cidadania, e são orientados sobre serviços de saúde sexual e reprodutiva amigáveis em uma perspectiva de gênero e qualidade de atenção.

Este projeto foi premiado em 2009 pela Bristol-Myers Squibb e pela Sociedade Brasileira de Infectologia por sua excelência na forma de incentivo à prevenção do HIV/Aids.

Fonte: Agência Matraca - www.matraca.org.br

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

amor sobre rodas É só uma grande história de amor

Não posso negar que tenho tido sorte ao longo da vida deste diário. As histórias mais surpreendentes e mais ligadas às temáticas que pretendo abordar vão surgindo como se uma força invisível dissesse: “Agora, veja se inspire nisso”.

Fecho a Semana dos Namorados, no dia 12 de junho, com a deliciosa e surpreendente história de amor entre Giuliano e Márcia... Em um mundo em que tudo para quem tem uma deficiência ainda parece complicado e romance é um capítulo cheio de tabus e meias verdades, este casal mostra que para ser feliz, às vezes, é preciso apenas um “olhar” pelo outro... um “caminhar” pelo outro....


“Na hora em que você menos espera, o amor acontece. Foi assim com a gente. Nunca imaginei que iria conhecer um deficiente visual e me apaixonar. Recomendo que as pessoas da “Matrix” não fiquem isoladas, escondidas em casa. Que conheçam gente, que saiam, abrindo campo para que outros possam se achegar a você.” (Márcia)

 


“Nosso amor é diferente do dito normal, ele se completa. Eu não vejo, ela não anda, ela vê por mim e eu ando por ela, e juntos nos completamos naquilo que nos falta em nosso físico.” (Giu)

 

“Nós nos respeitamos muito. Um sempre um ajuda ao outro. Todo casal tem suas briguinhas e, as nossas acabam sempre muito rápido. O que nos ligou a ponto de casarmos foi a necessidade de estarmos sempre juntos.” (Márcia)


“No primeiro dia dos namorados que passamos juntos, fiz uma surpresa: Primeiro dei um presentinho bem simples: alguns sabonetes em uma caixinha, e uma rosa. Falei que estava sem dinheiro e que era só uma lembrancinha.  Passeamos em um parque e, à tarde, quando ela foi tomar banho,  deixei outro presente em cima da cama dela, uma jaqueta vermelha e, ela ficou super contente!  Depois, fomos a um jantar romântico a luz de velas, e lá, deixei tudo combinado com o “maitre”. Quando dei o sinal, ele veio até a mesa com o outro presente, que era um coração grande e vermelho e um cartão que,  no final, eu a pedia em casamento. Ali, coloquei a aliança em suas mãos.” (Giu)

 

“Quando nós saímos juntos, as pessoas não percebem que o Giu é cego porque os olhos dele são perfeitos. Então, quem o vê, pensa que ele é “normal”, e que está me levando pra passear. Isto sempre acontece. Quando vamos ao shopping, por exemplo, nós andamos de mãos dadas, um ao lado do outro, só que eu vou dando alguns toques na mão dele quando vêm alguém de frete, ou ao lado. Muitas vezes, tenho que puxá-lo mesmo pra ele não trombar com alguém ou com algum obstáculo. Em lugares com  muitas pessoas, aí eu coloco sua mão no meu ombro e peço para ele vir atrás de mim e ele segura na parte de trás da cadeira, como a me conduzir.” (Márcia)

 

“Sim, eu vejo a beleza dela, mas não externa que todos podem admirar. Eu vejo a interna e sei que ela é linda. Nós não andamos de mãos dadas na praia, porém perto do mar nós caminhamos de corações unidos.” (Giu)

 

 “O dia do nosso casamento foi lindo, maravilhoso, mesmo. Aconteceu em um sítio em Mairiporã (interior de SP), e fez um dia de sol intenso. Tudo estava perfeito.” (Márcia)


“Na festa do casamento, durante a sessão de fotos, nós começamos a nos beijar para os fotógrafos tirarem as fotos e, nos empolgamos um pouco e um deles gritou: LAAAAAARGA!” (Giu)

Márcia e Giuliano estão juntos há quatro anos. Ela ainda está o convencendo a terem filhos! Ela é analista financeira, ele é assistente operacional. Eles se conheceram fazendo teatro. Detalhe: teatro no famoso grupo aqui deste blog, o "Menestréis Cadeirantes".

As fotos extasiantes do casal, só poderiam ter sido feitos pela minha querida amiga Kica de Castro (kicadecastro@gmail.com)
Escrito por Jairo Marques

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Deficiência,Sexo e suas escolhas...



Quando se fala em deficiência ,já é complicado,imaginem quando se trata de sexo e deficiente?E as escolhas?Ah..As escolhas...Falo das escolhas porque nascemos com o sexo feminino ou masculino,mas quem vai decidir se vai ficar com esse sexo,somos nós!!
Já estão pensando"olha a depravada da Aldrey".Gente viemos nesta vida pra ser feliz!!Independente de nossas escolhas... Ser bi,hetero ou gay não interessa,é viver e deu.Não é fácil,sei disso,já olham pra gente com piedade,achando que somos coitadinhos e seres assexuados!!
E quem tem que mostrar ao contrário somos nós mesmo.Tem familias que não aceita as vezes um filho deficiente,imaginem se for gay ou bissexual?O mundo vem abaixo,não vão aceitar,todo mundo enche a boca pra falar que não tem preconceito,quando a situação e o problema é do outro!!Mas quando vive algo semelhante em sua família,começa a aparecer o bendito preconceito!!
Quantos motéis ou bordéis existem,com acessibilidade?Olha dá pra contar nos dedos,isso quando não existe na cidade,onde a pessoa mora.Ainda bem que estão fazendo alguns motéis com acessibilidade,mas não em tudo,pensam no banheiro e esquecem da hidro ou da piscina,colocando degraus,isso é pra  foder com a pessoa...
Se já é brabo ver acessibilidade na cidade ,imagina o resto?Porque o que anda dando dinheiro hoje em dia é comida e sexo hahaha.O povo acha que um cadeirante não tem libido,vontade de fazer uma suruba,a cadeira é apenas um detalhe!!Aiii que horror deficiente pensando em fazer uma sacanagem!!
Ninguém vive sem amor e sexo,faz parte do ser humano.Vai das pessoas pararem pra pensar um pouco,começar ver os deficientes de uma maneira diferente.
O cadeirante tem que enfrentar o preconceito da cadeira e depois da sua escolha sexual.O mundinho,vou te contar....Que tal as pessoas se preocuparem com a pedofilia,gente sem emprego passando fome...E eu acredito em PAPAI NOEL...
VAMOS VER SE VOCÊ TEM PRECONCEITO,SE VER ESSAS FOTOS ABAIXO E NÃO SENTIR NOJO,PARABENS!!ENTÃO VOCÊ NÃO É UMA PESSOA PRECONCEITUOSA!!
Antes que perguntem,sou hetero,mas tenho amigos de todos os tipos,e posso garantir, são muito especiais!!



Agora imaginem uma cadeira no meio dessas escolhas??

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Sustentabilidade exige inclusão de pessoas com deficiência

05 de dezembro de 2011 • 13h38 • atualizado às 13h40



Navi Pillay: 15% das pessoas no mundo têm deficiência. Foto: DiárioNet
Navi Pillay: 15% das pessoas no mundo têm deficiência
Foto: DiárioNet

O desenvolvimento sustentável e inclusivo não será alcançado sem a participação das pessoas com deficiência, segundo o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-Moon.

De acordo com o dirigente, 15% das pessoas em todo o mundo têm deficiência e mais de dois terços dos deficientes vivem em países em desenvolvimento. Ele salienta que as taxas de emprego e de presença nas escolas primárias é menor entre as pessoas com deficiência. "Pessoas com deficiência vivenciam taxas altas de pobreza e privação e têm duas vezes mais chances de não receber tratamentos de saúde", acrescenta.

Para o presidente da assembleia-geral da organização, Nassir Abdulaziz Al-Nasser, o desenvolvimento não pode ser inclusivo sem a implementação de políticas e programas que ajudem as pessoas com deficiência. Ele diz que somente com a implementação da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência será possível ter um impacto positivo na vida dos deficientes.

A alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Navi Pillay, diz que as pessoas com deficiência são muitas vezes privadas de exercer seus direitos devido a leis discriminatórias, como a falta de cabines de votação acessíveis ou porque os materiais eleitorais não estão acessíveis em formatos como o Braile.
DiárioNet

OS TRES SITES JUNTOS DO CARTEIRO LIGEIRINHO,DEFICIENCIAS EM EVIDENCIA E AGORA DEFICIENCIAS ON LINE

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